Segunda exposição dos fatos

Uma das funções mais importantes do trabalho, em sua esfera ocidental, é reunir grupos de pessoas ligadas por uma afinidade de pensamento. Essas pessoas participam de uma finalidade comum: a da conquista de si mesmas para beneficiarem-se plenamente do ensinamento original.

O ensinamento original, que nunca sofreu nem sofrerá nenhuma modificação até o final dos tempos, pois está fundamentado na Verdade Essencial, forma o indivíduo ao mesmo tempo pelo contato direto, e pelas reuniões de grupo e atividades; contato direto para formar uma consciência comunitária harmoniosa e crescente. A consciência pessoal, assim como a de grupo, são essenciais para que haja uma relação equilibrada com a Fonte do ensinamento.

A atividade do grupo, em qualquer forma que assuma, é vital, e deve se constituir de uma participação consciente nos ideais do Trabalho. A menos que se tenha esse fato contínua e deliberadamente no espírito, uma grande parte de seu valor se perde. (Leiam isto para si mesmos: nós trabalhamos, lutamos juntos, nós nos desenvolvemos. O caminho está aí, as lições estão aí, a possibilidade está aí. Não deixemos que nossa resolução enfraqueça).
Desde muitos pontos de vista a vida contemporânea é insensata, dura, se corrompeu porque permitimos que se degenerasse. Corresponde a nós nos mantermos na tradição válida que sempre permaneceu, e subsistiu ao progresso.

Esta tradição, quando nos juntamos rigorosamente a ela, nos permite passar através da desordem atual e emergir ilesos em níveis mais vitais para nosso desenvolvimento futuro mais profundo. Esta tradição não nos ajuda a suprimir as pequenas preocupações da vida cotidiana, e sim a nos recompormos interiormente de forma a podermos aproveitar nosso futuro.

Nosso novo eu se perderá se não estiver preparado, e preparado para este novo papel. Esta preparação só pode se efetuar se permitirmos que a totalidade da doutrina ocupe seu lugar, num universo que se desenvolve organicamente e onde o eu deve desempenhar plenamente sua função.

É no seio de um grupo que podemos combater o ego, e ao mesmo tempo, é no grupo que poderemos extrair a energia que adquirirá nosso novo eu permanentemente consciente.
Se diz habitualmente: Eu não consigo controlar meus impulsos. Isto pode estar certo, mas não significa, pelo contrário, que somos incapazes de ajudar os demais a controlá-los; e assim reciprocamente, os outros, não o conseguindo por si mesmos, podem por sua vez nos ajudar também. Desta maneira, a imagem se completa: o grupo é a roda, a continuidade que gira graças à energia engendrada em si mesma, sobre o eixo que é o Verdadeiro Trabalho.

Porém aqui nos faz falta a unidade de nossa comunidade: unidade de objetivo, pensamento, ação comum e consagração. Sem a total consciência, a dedicação leal e participação de todos, o grupo se desintegra e não pode ser a roda que ele necessita ser para aproveitar os impactos de ação do Trabalho.

O mundo atual é um ponto de debilidade no vasto complexo do universo. Para entrar no ritmo desse complexo organicamente evolutivo, deve merecer seu lugar, ou então o perderá.
Para merecer seu lugar, deve trabalhar; trabalhar por intermédio de pequenos grupos distribuídos sobre toda a superfície da Terra; trabalhar com um zelo infatigável e uma constante identificação com o Ensinamento que pode dar-lhe forma. Trabalhar para construir um futuro; não um futuro onde tudo será doçura e amabilidades, ou onde o dinheiro cresça em árvores. E sim um futuro onde o homem desenvolvido, possuidor de uma consciência profunda e permanente, possa integrar-se e se desenvolver ainda mais. Um futuro onde o homem conhecerá sua identidade, ao invés de senti-la ou adivinha-la.

Extraido do livro: Textos Sufis

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